sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Escola Latino-Americana/ Comunicação,política e cultura


Na Escola Latino-Americana não existem métodos pré-definidos, receitas a serem seguidas. A investigação científica envolve um trabalho criativo, uma vez que o papel fundamental do cientista é usar a metodologia para um tipo de estruturação da realidade. Cada caso deve considerar os objetos e suas representações subjetivas e as relações que ocorrem no interior do sistema.
Além da “mestiçagem”, ou seja, do uso combinado, dos métodos de pesquisa, outras características da Escola Latino-Americana são o caráter de aplicação prática da pesquisa. Tal aplicação deve ser motivada pelo compromisso ético de repensar as políticas de comunicação para que elas possam efetivamente melhorar a qualidade de vida dos receptores, sobretudo para uma perspectiva de crítica e denúncia da comunicação como um dos mecanismos de dominação da sociedade capitalista moderna.
A proposta da Escola Latino-Americana é gerar condições para repensar as práticas da comunicação e o papel que os meios massivos podem e devem desempenhar na formação da consciência política dos cidadãos.
A Escola Latino-Americana vem enfrentando vários desafios, entre eles, a diminuição do ritmo de trabalho – e principalmente das verbas – do Ciespal e a ausência de uma coordenação mais firme. Os trabalhos desenvolvidos têm prioritariamente um caráter descritivo e/ou interpretativo das realidades regionais, ainda que se destaquem por eventualmente apresentarem temáticas diferenciadas. Apesar disso, seus pesquisadores têm se aprofundado nos estudos teóricos epistemológicos, dando início à construção de novos modelos de análise, onde a cultura assume o papel de mediadora entre a produção massiva e o consumo popular nos chamados estudos de mediação.

fonte: TEMER, Ana Carolina; NERY, Vanda. Para entender as teorias da comunicação. 2ed. Uberlândia: EDUFU, 2009.


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