Hey pessoal!!! Tô aqui movendo toda uma concentração para falar de Milton Santos, nosso "alvo" de estudos no fim desse semestre.
(Fonte: Serravalle na África do Sul)
Pra começar não sei nem como definir ele já que pesquisando um pouco sobre sua vida vejo que o cara é simplesmente genial. É formado em direito, mas teve destaque como geógrafo, sendo o único brasileiro a receber um prêmio Vautrin Lud, considerado o Nobel da Geografia. É conhecido como um dos mais ilustres brasileiros do século XX, além é claro de ter um destaque como um dos mais importantes pensadores políticos e sociais. Hum... agora sim consegui aproximar ele da matéria "Teorias da Comunicação" e para falar mais sobre o assunto Globalização estou me rendendo mais uma vez aos conteúdos de entrevista do programa Roda Viva, assim vamos direto ao que interessa.
Quem quiser assistir a entrevista completa com Milton Santos no programa Roda Viva pode conferir aqui:
Quem quiser assistir a entrevista completa com Milton Santos no programa Roda Viva pode conferir aqui:
A entrevista em vídeo tem duração aproximada de 1 hora e meia. Se você, assim como eu, não tem uma velocidade de Internet que ajude nesses momentos
Matinas Suzuki Júnior: Professor, o
senhor que é um homem, um brasileiro tão conhecido no mundo, com seu
trabalho tão reconhecido no mundo, é também hoje um dos brasileiros que
tem elaborado um pensamento crítico sobre o processo de globalização. Eu
imagino que não deva ser fácil essa tarefa porque a globalização é
quase que um consenso na mídia, quase que um consenso nos jornais, nas
revistas, na televisão, todo dia a gente houve falar do processo de
globalização como sendo um processo que trará grandes vantagens para o
Brasil. Quais são as principais críticas que o senhor faz a esse
processo?
Milton Santos: O atual processo de
globalização é uma forma, uma única forma de utilizarmos recursos que a
humanidade pôde gerar neste fim de século, mas utilizá-los de forma que
me parece perversa. Então, a crítica essencial é esta, a humanidade
durante dois séculos sonhou com a possibilidade de uma ciência a serviço
do homem, e quando isso se obtém exatamente, esses objetivos são,
digamos assim, deixados de lado, para que essa globalização que nós
estamos presenciando sirva um número extremamente limitado, não só de
pessoas, mas também um número limitado de empresas, e a um número
limitado de instituições. Quem sabe esta é a crítica essencial que eu
certamente vou desdobrar com outras perguntas que sejam eventualmente
feitas.
Daniel Hessel Teich: Professor, eu
gostaria de saber se no caso do Brasil quais seriam eses caminhos, o que
seria alternativa à globalização? O senhor fala muito da questão de um
projeto nacional para o país, o que seria este projeto nacional para o
país?
Milton Santos: Eu creio que em
primeiro lugar, no caso do Brasil e no caso de qualquer país, o que
seria a meu ver, o que seria e o que está se dando, e os países
europeus, por exemplo, o que está ocorrendo são países que escolhem o
que realizar da globalização. É evidente que há uma expressão muito
grande por causa dessa enorme força que é atribuída a quem dispõe dos
meios de comando, mas o Brasil parece que está deixando a globalização
entrar nele, acho que esta é acusação especial, nós estamos deixando a
globalização tal como ela é perversa, entrar, em lugar de, ao contrário,
o país encontrar ele próprio as formas de sua integração. Que terá que
ser sempre negativa, hoje ou amanhã.
Maria Irena Szmrecsanyi: Deixa eu por
uma pergunta também sobre aspectos perversos? Queria perguntar se o
tema globalização, de fato, não é o que a gente chamaria de uma
dispersão de foco? Será que o velho termo imperialismo não poderia substituir o termo globalização? Se não, por que razões?
Milton Santos: Eu não faria... Eu
estou consciente de que o termo globalização resulta exatamente da
necessidade do sistema, de sua situação atual, de impor uma forma
ideológica. Inclusive, há quem diga que foram os japoneses que
inventaram essa expressão. Não importa quem inventou, é uma expressão
baseada no velho ideal da humanidade da comunhão universal, mas que é
feita exatamente para eliminar, reduzir a possibilidade dessa comunhão.
Maria Irena Szmrecsanyi: E acabar com a política!
Milton Santos: Mas o que eu creio, e
imagino que essa questão vai aparecer daqui a pouco, é que o grande
problema nosso não é tanto com nomes, mas com análise das situações.
Quer dizer, eu creio que se nós conseguíssemos elaborar uma análise
correta, tanto quanto possível, a partir de cada um dos nossos campos,
dessa história de globalização, a palavra não mete medo. A globalização é
o estágio pleno do imperialismo, ela não é imperialismo. Se eu analisar
a situação atual a partir dos elementos que constituíram o
imperialismo, eu vou ter dificuldade para fazer essa análise. Eu
conseguiria ter dificuldade para ajudar na produção de soluções.
(fonte: Roda Viva)
Esse foram trechos que achei interessante postar aqui, mas recomendo vocês lerem a entrevista completa no site que está muito boa.
Por hoje é só isso gente, acho que já escrevi demais né?
Bons estudos e até uma próxima!

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